Star Wars: A Ascensão Skywalker encerra a saga de forma digna mas sem coragem


O filme encerra essa leva de aventuras de forma digna, embora tenha deixado de lado a ousadia do filme anterior.

O que parece é que tentaram apaziguar os ânimos após as críticas de Os Últimos Jedi e faltou coragem para assumir uma nova visão para a saga, em especial para o vilão e para a protagonista na pele de Daisy Ridley.

Em A Ascensão Skywalker acompanhamos Rey (Daisy Ridley) em treinamento e em busca de seu passado, ao mesmo tempo que Kylo (Adam Driver) é responsável por apresentar o público a uma ameaça maior do que Snoke. Enquanto isso o que sobrou da Nova República, a resistência, tenta se recuperar dos danos sofridos no filme anterior, inclusive lidando com a falta de aliados e com a falta de estratégias.

Com isso temos um filme de aventura com vários fan services, um desfile de easter eggs, participações especiais e algumas reviravoltas, em especial na origem de Rey, e que em alguns momentos emociona, em especial com uma participação especial que me pegou de surpresa, e em outros me faz questionar as decisões, mas ainda consigo deixar passar. No fim é um longa que honra o universo Star Wars, mas deixa um pouco de lado alguns elementos que foram introduzidos recentemente que poderiam dar um toque especial na trama, que focou no básico.

Outra coisa que deve ser mencionada é a participação honrosa de Carrie Fisher. O uso de CGI foi tímido e suas aparições não sofreram exageros, o que foi de muito bom gosto e conseguiu dar um desfecho digno para uma personagem tão icônica.

O desejo de agradar os fãs foi bem claro e com isso o filme perde a oportunidade de ousar, mas  ainda é aquela aventura que aquece o coração, empolga e traz um final digno para essa nova leva de filmes, portanto vale a pena ver.




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