Crítica | O Rei


O Rei poderia se chamar O Príncipe (Maquiavel). O novo filme da Netflix do diretor David Michôd e de Joel Edgerton é inspirado nas obras de Shakespeare: Henry IV, Parts 1 & 2 and Henry V, e conta com Thimotée Chalamet como Henrique V, um jovem festeiro e descompromissado que assume o trono da Inglaterra em 1413. 

O que se vê no longa é o amadurecimento de um jovem que até então se preocupava com festas, mulheres e bebidas e de repente se vê responsável por um reino que está em uma situação política complicada com a França. Após a morte de seu pai, o severo e intimidador Henrique IV (Ben Mendelsohn),  o jovem rei deve então assumir a coroa com o peso da responsabilidade de liderar a nação, bem como precisa aprender a lidar com a política interna e externa. No meio de tudo isso um conflito com a França parece iminente e medidas devem ser tomadas, momento em que o círculo íntimo do jovem é testado.

Embora seja uma história com um recorte de um período histórico real, o foco da trama descansa sobre o amadurecimento, no reconhecimento da mudança e das decisões, e tudo isso feito de forma bem construída e atuada. Chalamet ( Me Chame Pelo Seu Nome) convence como o jovem Rei e é em sua atuação que boa parte do filme é focada.

No restante o filme impressiona na fotografia de  Adam Arkapaw, que consegue trazer a sensação de lama, frio e combate. Quanto as reproduções de batalhas, para um filme distribuído por um streaming, em nada perde para bons filmes com a mesma temática, inclusive em alguns momentos parece ter aprendido alguma coisa com A Batalha dos Bastardos.

 O filme teve seu lançamento no Venice Film Festival no dia 2 de setembro de 2019.

Comentários